Se está a procurar uma oportunidade com impacto real no mercado de trabalho — e quer uma função onde dados, negociação e resultados se juntam — a vaga de Category Management Analyst (Q-Commerce) na Glovo pode ser um excelente salto de carreira.
Mas atenção: esta é daquelas vagas em que muita gente “parece” qualificada… e mesmo assim não passa à entrevista.
Há 3 detalhes no currículo e na forma de apresentar resultados que mudam tudo — e vou mostrá-los já a seguir.
A Glovo tem uma vaga de Category Management Analyst Portugal na área de Q-Commerce, baseada em Lisboa.
Nesta função, trabalha lado a lado com a liderança de categoria e é responsável por fazer a categoria “mexer”: melhorar sortido, promoções, margens e a experiência do cliente dentro do modelo de darkstores/MFCs (micro-fulfillment).
O ponto-chave: não é só “gestão de produtos”. É gestão de negócio com alavancas muito concretas.
E já a seguir vem o que mais interessa aos recrutadores: quais são os KPIs e como é que vai ser avaliado.
A missão descrita pela Glovo é clara: apoiar o trabalho com o Senior Category Manager em tudo o que envolve o sortido — desde análise de tendências e listagens, até prospeção de fornecedores e negociação de condições comerciais.
E a própria vaga indica três KPIs “donos do jogo”:
Se quer destacar-se, o seu currículo tem de “falar” estes números (sem inventar).
A vaga descreve responsabilidades com ponta final em resultado: gerir categorias de ponta a ponta, definir estratégia de sortido, gerir relações com fornecedores, negociar promoções e apoiar preço/estratégia comercial.
Gancho para a próxima secção: o que realmente separa quem entra de quem fica pelo caminho é como prova que já fez algo semelhante — mesmo que noutra área.
A vaga pede 2+ anos de experiência em retalho (como category manager) ou em FMCG em funções como Sales/Account Management, além de competências fortes de análise e negociação.
A vaga reforça o ambiente “fast-changing” e de alto ritmo, com expectativa de “arregaçar as mangas”.
Tradução prática: autonomia, rapidez e capacidade de decidir com informação imperfeita.
Aqui está o erro mais comum: descrever tarefas.
O que funciona nesta vaga é mostrar alavancas de negócio (margem, sortido, promoções, negociação, disponibilidade).
Exemplo (adaptável):
Curiosidade que vale ouro: a seguir, uma tabela rápida para transformar requisitos em frases de currículo (é aqui que muitos desbloqueiam entrevistas).
| Requisito da Glovo | Como provar no currículo | Exemplo curto (pronto a usar) |
|---|---|---|
| Análise orientada a dados | KPIs + ferramenta + decisão | “Analisei sell-out e margem e ajustei mix, melhorando margem em X p.p.” |
| Negociação com fornecedores | Termos negociados + impacto | “Renegociei condições (preço/promo) com fornecedores, poupando €X/ano.” |
| Promo calendar | Planeamento + execução + resultado | “Planeei calendário promocional e medi uplift e impacto em AOV.” |
| Gestão de stakeholders | Interno+externo + ritmo | “Coordenei marketing/ops/fornecedores para execução semanal sem falhas.” |
| Fast pace / hands-on | Volume, prazos, autonomia | “Gerência de múltiplas prioridades com prazos curtos e execução diária.” |
No formulário, a Glovo pergunta se o modelo híbrido “3 dias no escritório e 2 dias remote” se adequa às suas preferências.
Isto é um detalhe de triagem.
Se tem disponibilidade para esse formato, diga explicitamente (no e-mail/carta curta) para remover fricção.
A candidatura pede “salary requirements” em moeda local, bruto/anual.
Ou seja: precisa de estar preparado.
Como referência próxima (função adjacente), dados de Category Manager em Portugal apontam para média/mediana na ordem dos €39k/ano (PayScale) e, em Lisboa, uma média em torno de €37.386/ano com uma faixa típica aproximada entre €32.250 e €46.098 (Glassdoor).
Importante: “Category Management Analyst” pode estar acima ou abaixo consoante senioridade, benefícios e contexto (Q-Commerce é muito orientado a performance). Use estas referências como ponto de partida, não como garantia.
Exemplo:
“Pretensão: €X–€Y bruto/ano (negociável consoante pacote total e responsabilidades).”
E depois, sim, pense no salário líquido para a sua vida real (renda, transporte, etc.), mas negocie com base no bruto e no pacote.
O anúncio lista benefícios como plano de equity, seguro de saúde privado, créditos mensais na Glovo e outros apoios/descontos, além de flexibilidade de trabalho e dias extra.
Isto conta na comparação final — especialmente se estiver a ponderar mobilidade ou mudança de empresa.
O Rui vinha de FMCG (account management) e queria migrar para category.
O CV dele falava de reuniões e visitas.
O que mudou foi simples:
A partir daí, deixou de parecer “comercial genérico” e passou a parecer category.
A função mistura análise, negociação e execução.
Prepare respostas em formato Situação → Ação → Resultado.
Gancho final: a seguir, um plano de 30-60-90 dias que pode usar na entrevista para parecer “pronto amanhã”.
Em termos gerais, trabalha com estratégia de categoria, análise de tendências, fornecedores, promoções e performance.
A vaga refere Add-to-Cart, AOV e Gross Margin como KPIs principais.
Experiência em Retail/FMCG (2+ anos), análise orientada a dados, negociação, promo calendar, stakeholders e português/inglês.
A Glovo pede valor bruto/anual. Como referência adjacente, dados de Category Manager apontam ~€39k/ano em Portugal (PayScale) e ~€37k/ano em Lisboa (Glassdoor).
O formulário menciona 3 dias no escritório e 2 dias remote (WFH).
Se quer mesmo competir nesta vaga, não envie um currículo “bonito”.
Envie um currículo orientado a KPIs, com provas de negociação, promoções e impacto em margem.
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